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Sobre os noivos

Júlia&Pedro

 

Parecia um dia qualquer, um almoço qualquer, mas não foi um olhar qualquer. Naquele momento, em que nossos olhos se cruzaram, começou uma linda história de amor que, muito brevemente, gostaríamos de compartilhar com vocês. No mesmo dia em que tudo aconteceu um “gostei de você”, daqueles bem espontâneos e sinceros, já mostrou que naquele momento já não se tratava de uma situação qualquer, daquelas que não se vê em um mundo marcado pelo imediatismo, pela inconsistência e a falta de demonstrações de carinho.

Depois de várias rosas acompanhadas com bilhetes, que já prometiam um jardim inteiro, alguns chocolates e muita cumplicidade, veio a primeira conversa sobre casamento, durante uma conversa de telefone, uma das tantas queduravam horas e horas, e muitos quilômetros de distância, enquanto a Júlia concluía um curso no exterior. E o Pedro acreditava que passar alguns meses, no auge da paixão, era o grande desafio a ser superado.

A Júlia, já no término de sua residência no Hospital de Câncer de Barretos, já falava no retorno para Goiânia, e o medo do relacionamento à distância – com todas as dificuldades próprias dele – começou a aparecer. Mas é importante destacar que a pergunta “será que vai dar certo?” cedeu espaço para o “vai dar certo”, e assim surgiu, com algumas viagens de carro (que começaram com os quilos de bolsas e sapatos da mudança), o importante papel da Nacional Expresso, com sua linha de ônibus mais tradicional e antiga, Goiânia – São Paulo, com parada estratégica onde? Acertou quem respondeu Barretos. Estava firmado o acordo, uma semana ele visitava Goiânia e na outra ela visitava Barretos. 1060 km em um final de semana, não parecia tarefa fácil.

E foi. Não pelo cansaço, afinal de contas, viajar mais de 500 km logo depois de um dia estafante de trabalho, tendo de arrumar as malas, não raras as vezes, com meia hora de antecedência da partida, com direito a jantar de bolinho de carne na rodoviária. Não pelos sacrifícios que os dois tiveram de passar em troca de um final de semana juntos, deixando outros compromissos familiares ou sociais. Fácil, pela companhia que acalma, pelo abraço que aconchega, pelo beijo que apaixona e pela família que aumentou, ela ganhou a família dele e ele a dela, com especial destaque para o casal de Schnauzer, Theo e Bruna, ele mineiro e ela goiana, os dois xodós da Júlia, que prometem aumentar a família em breve. 

Aquela conversa, com poucos meses de relacionamento, virou realidade e a história do primeiro olhar, que inspirou Tom Jobim, Paulo Ricardo, e até os goianienses Jorge e Mateus, faz ainda mais sentido. E o casamento, na cidade da noiva, merece a presença de todos os amigos e familiares para que testemunhem, em clima de muita festa,que quando o amor existe, a distância some e prepondera a importância de se estar junto, do que necessariamente perto.

“Nas palmas de tuas mãos leio as linhas da minha vida. Linhas cruzadas, sinuosas, interferindo no teu destino. Não te procurei, não me procurastes – íamos sozinhos por estradas diferentes. Indiferentes, cruzamos. Passavas com o fardo da vida... Corri ao teu encontro. Sorri. Falamos. Esse dia foi marcado com a pedra branca da cabeça de um peixe. E, desde então, caminhamos juntos pela vida...” – Cora Coralina. (o poema daquele 18 de agosto)

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